Festa da firma é sempre festa da firma. Pessoas que você passa mais de quarenta horas na semana e, na realidade, mal conhece, na mesma balada, é no mínimo estranho. Mas é divertido. Eu gosto. Principalmente pelas surpresas que só festa da empresa revela.
As mulheres lindíssimas, animadíssimas, produzidíssimas dançando, puro êxtase. Confesso que essa é a melhor parte. Porque não há nada mais bonito do que ver uma mulher dançando.
Conhecer os chefes bebinhos e na bebida, meu amigo, todos são iguais. Ainda mais na fase em que a pessoa ama todo mundo, rasga seda, daria até um aumento pra você naquele momento. Mas só naquele momento.
Amantes sempre aparecem em festa da firma. Perdoe-me pela indiscrição, mas sempre acontece. Há festas que nem é permitida a entrada dos cônjuges. Mas abafa o caso.
Casais que se formam, mas sem dar muita bandeira, pois não sabem como será a reação do reencontro no escritório no outro dia e, ainda por cima, sóbrios.
Casais que abalam as estruturas do evento. Fazem bem em cortar a bebida quando começa a esquentar. Pois todo mundo sabe que onde se ganha o pão, não se come a carne.
Amizades também se formam. E de quem você menos espera, escuta a frase: “Você escreve o que as mulheres gostam de ouvir”. Não é o máximo? Claro que li como um elogio.
Amigos se aproximam, namoros se rompem, dançarinos se revelam, muitos se libertam, alguns dão PT, todos observam, nem todos dançam, selinhos escondidos, piscadas safadas, pessoas não aparecem no outro dia, amnésia alcoólica. Festa da firma é sempre festa da firma. E a minha foi ótima!
Boas festas!
Matheus Tapioca
Toda segunda uma nova crônica. Acompanhe.
Matheus Tapioca







