Posts Tagged ‘foda’

CORRETOR ORTOGRÁFICO

abril 4, 2016

Caralho vira Carvalho;
Descarado, descartado;
Nigrinha, nigeriana;
Cu, curti;
Boceta é corrigido por bocejando;
Pepeka por Perpétuas;
Viado, Virado;
Bicha, bichano;
Periguete, periguei;
Escroto, escritor;
Pau é pão;
Sacanagem, sacando;
Canalha seria cangalha?
Amante se transforma em amanteigado;
Cafetina, cafeteira;
Foda, fidalgo;
Fodido vira focinho
Capeta, capela;
Grelo, grelou;
Porra muda para porta;
Pentelho, penteado.

A gente tem que corrigir o corretor. Virou quase obrigatório o uso de asterisco para sinalizar uma correção na mensagem, criando vários problemas de interpretação.

Mas também tem os “Atos Falhos Digitais”. Quando o inverso acontece. “Vc quer trepar esse fds? Hehe *trampar, trabalhar…”. “Quero jantar um pênis. Oops… *penne”. “Que tal uma buceta?”.

Talvez seja uma forma de fugir da opressão do sistema, o grande irmão de George Orwell, o establishment. Ou os construtores do corretor ortográfico não falam nome feio? Seria feito por freiras fransciscanas? Melhor desligar o corretor.

carinha_farinha

Por Matheus Tapioca

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NOVES FORA, ZERO.

maio 31, 2010

Não tenho medo de trabalho. Tenho medo da falta de trabalho. Mas passar oito horas, no mínimo, dentro de uma empresa é de lascar.

Nem venham me dizer “você precisa fazer aquilo que sente prazer”, porque nem sexo eu quero bater ponto 40 horas semanais.

Faça as contas: 8h de trabalho + 8h de sono + 2h de almoço + 2h de trânsito + 2h com o filho que já está quase dormindo = 22h. UAU! Sobram incríveis duas horas para você viver e fazer o que quiser.

Eu quero a segunda revolução industrial. Quero ver meu filho crescer, ouvir ele falar papai pela primeira vez. Quero ver meus amigos, a lua cheia e a maré vazia.

Quero nadar, tocar um instrumento, fazer um curso de história da arte, estudar psicologia, aprender uma nova língua, tomar um banho de mar em plena terça-feira.

Não precisamos conviver oito horas com pessoas que mal conhecemos. Aposto que se tivéssemos quatro horas por dia de trabalho, renderíamos muito mais.

Mas driblamos as oito horas com cafezinhos, cigarrinhos e reuniões inúteis. E quem não fuma e não toma café? Rói unha. Gastrite, ânsia, azia, taquicardia, tontura, desmaios, choros compulsivos e mais 50 minutos de análise.

Até que um belo dia, chega a tão sonhada aposentadoria. Noves fora, zero: você não tem saúde para fazer mais porra nenhuma.

carinha_farinha

Ilustração: Michel Neuhaus
Toda segunda uma nova crônica.

Matheus Tapioca


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