A VIDA É INCONSTANTE

Dia das Mães taí e você ama a sua. Mas tem dias que você odeia ela, né? Seu namorado, a mesma coisa. Você casaria e teria uma porrada de filhos, mas, às vezes, queria matá-lo. Não é verdade? Até o que você sente pelos seus melhores amigos não é constante.

“O mundo oscila na beirada dos seus olhos”*. Conversando com uma amiga que não se conforma em viver em uma eterna inconstância, perguntei: “Você já parou para pensar que a vida é inconstante? Você pode ter segurança no seu trabalho, em casa, no amor, mas nunca em todos os departamentos da vida, ao mesmo tempo.”.

De um ano para cá, morei em quatro cidades: entreguei meu apartamento em São Paulo, BH, Rio de Janeiro e agora voltei para Salvador. Por que? Porque aprendi a lidar com a inconstância. Eu também quero constância de grana, amor e saúde. Constância acho que só quando estiver morto.

O Japão tem mais de cem terremotos POR DIA. Alguns são imperceptíveis e outros causam Tsunames. Os japoneses que parecem tão constantes aprenderam a lidar com a inconstância do seu próprio chão.

Isso é fácil? Nem um pouco. Mas a vida é surpreendente justamente por isso. Às vezes, você está lá em cima da roda gigante e, depois, lá embaixo. É por isso que eu amo as mudanças. Mas tem gente que tem muito medo delas, porque vai abalar a sua “constância”.

Hoje não me preocupo em encontrá-la, apenas em aprender com as mudanças e inconstâncias. Não sou eu que estou dizendo, é Quintana: “Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida.”.

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*Chico Amaral e Samuel Rosa (“Um segundo”)
Por Matheus Tapioca

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3 Respostas to “A VIDA É INCONSTANTE”

  1. Maria Aparecida P. Martin Says:

    Alguém disse que em vinte minutos tudo pode mudar , mas eu odeio mudança . Sabe aquela coisa de morrer num lugar e nascer em outro ? Para mim, é horrível. Então , me considero deficiente em alto grau . Sem preconceitos, tenho este direito.

  2. Maria Aparecida P. Martin Says:

    Até os vinte anos de vida, me mudei de cidade e estado dezoito vezes. Três meses num lugar , dois anos em outro. Nove meses num terceiro. E assim sucessivamente. Então , aos vinte anos dei um basta. Não vou mais. Aconteceu um tsunami familiar . Eu fiquei, mas como disse Raul Seixas, me tornei uma metamorfose ambulante.

  3. tissiana Says:

    Inconstante, sim… mas não poderia ter um controle remoto e às vezes dar um pause para a gente descansar da montanha russa? às vezes não dá vontade de acreditar, nem que seja só por um tempinho, que a gente encontrou o caminho e que temos um rumo?

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