PORTA

Suas pernas sempre foram uma porta para mim. Uma porta para o seu prazer. Uma porta para o meu prazer. Uma porta que sempre entrei sem bater.

Uma porta que nunca se abriu do mesmo jeito. Ora entre aberta. Ora escancarada. Mas nunca fechada para mim

Uma porta que nunca teve sentido. Ia ao encontro. Ia de encontro. Nunca havia desencontro.

Uma porta que mesmo sem fechadura. Girava em torno de si. Girava em torno de mim. Nunca deixei de ver o amor através dela.

Uma porta que sempre nos transportou. Para outra dimensão. Para a imensidão. Para onde éramos apenas um.

Uma porta que sempre se encaixava. Ora em mim. Ora para mim. Mas sempre direitinho.

Uma porta sempre a fim. Por meu toque. Ou por por toc-toc. Mas sempre aberta para mim

Um dia volto a bater à sua porta. Um dia ela se abrirá novamente para mim. Um dia haverá gente. Um dia dará à luz.
À luz do nosso amor


carinha_farinha
Por Matheus Tapioca

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2 Respostas to “PORTA”

  1. giselia Says:

    Puxa,Tapi,fiquei emocionada, juro! Um beijo.

  2. Maria Aparecida P. Martin Says:

    Muito bonito, mais uma vez você me surpreende. Parabéns

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